VALÉRIA: A FARSA ACABOU

A FARSA ACABOU

* Valéria Rodrigues

O Brasil está sendo manipulado por pessoas que se intitulam políticos, mas vêm destruindo o país, a copa do mundo é mais um dos  exemplos maciços de falta de bom senso e total falta de interesse, dentre outros despropósitos.

Que o Brasil ganhasse seria um fato a ser priorizado. Fazer um jogo de tamanha magnitude, custo alto, enquanto pessoas são desrespeitadas em seu país em seus mais amplos e simples direitos como o direito à liberdade de escolha, acabar com a escravidão contemporânea; liberdade de expressão; dignidade para ter uma moradia e viver com segurança; o simples sair para jantar e muitos outros direitos visíveis provenientes de todas as instituições, que,  em situação atual, poucos se importam a resolvê-los, é viver o  retrocesso, é viver em plena idade da pedra, sem qualidade nenhuma de vida.

É uma afronta na vida de todos, sem exceção. Os mais abastados estão reclamando  quanto à ausência de Justiça em torno da insuficiente atuação de vários políticos e inscritos que se negam a ter um comportamento digno da mais absoluta confiança em torno de questões diretamente ligadas aos direitos sociais.

A “oab”, que se intitula notoriamente defensora da sociedade não se indigna com este quadro proveniente da área em que atua?

A sociedade está sem respaldo algum. Esta autarquia, categoria impar, está ocasionando a instabilidade social. Tudo que é bom ou ruim é a justiça que decide e a parte significativa da sociedade vem tendo os seus interesses representados por advogados indicados por essa instituição que pleiteiam muito mal os direitos dos clientes. Recebem os honorários pagos pela própria sociedade e perdem as causas ganhas, direitos óbvios, que sequer foram levados a contento seguindo o meio necessário, exercer a profissão com lisura.

A autarquia mencionada em nada considera a gravidade desse fator e faz jus em contribuir, evitando punir e banir exemplarmente o constituído muitas vezes enraizado em uma má formação e tomando para si a certeza da impunidade como forma de se aventurar em interesses seriamente a eles confiados em face da desorganização feita para desmoralizar a área jurídica, manejar e contribuir à permanência de máfias e atuações mal fadadas.

A armadilha tolhe os direitos dos contratantes e destrói a sociedade, servindo como um patrimônio reservado a alguns para suprir a investida pretendida dos mesmo com o fito de aplicar um ato mercenário jamais condizente a quem  exerce um trabalho e tem a obrigação de fazê-lo com zelo, muito bem feito. Dessa forma,   segrega os direitos sociais dos sem conhecimento jurídico, que podem alegar torpeza, sim, e dos direitos dos Advogados formados sem habilitação que perfazem a sociedade e têm total direito de alegar torpeza, pois são alvos de lucro fácil e de farsantes, quando lhes são retirados o direito de aperfeiçoar o aprendizado, quando os impede de exercer a profissão, quando são altamente capazes para desafogar o judiciário e quando os isenta, por meio de uma desculpa sem precedentes, do cumprimento da lei maior servindo como base e diretriz à prestação de um serviço com empenho, com garantia, com qualidade e com total lealdade até ao momento descumprido por quem garante que a lei foi feita para ser respeitada.

A representação se faz importantíssima para quebrar o elo maledicente entre o constituído e a autarquia que o protege, inutilizando, sem sombra de dúvidas, o falso atuar de alguns que denigrem e enxovalham a área Jurídica.

Para quem tem vergonha, uma representação é tudo de ruim à vida inteira; para quem não a tem, é apenas mais uma.

Para a sociedade não é, é  reduzir o índice  de faltas ao qual  o cidadão foi induzido e impedir que os seus direitos se tornem violáveis. Por esses motivos indubitáveis jamais explorados por essa entidade, que sequer presta contas sobre o que recebe, a mesma jamais seria a primeira a exacerbar o número de sanções punindo os que foram representados. Enquanto houver conivência por parte da mesma em não proteger o bem jurídico em nada merece ser considerada no meio social e na amplitude em que se encontra na Constituição.

As Instituições sérias que se sobrepõem são poucas, mas têm uma postura idealizadora, cidadã e se indignam a sua maneira em reverter a situação tão calamitosa para melhor. No mais, há falta de idealismo, de liderança e de combate, de coragem. Há ausência de patriotismo por parte de vários entes políticos e Instituições que se inibem a dar um basta e reverter o conceito egocêntrico de administrar e constatar documentadamente que a arbitrariedade existe e está sendo procrastinada, considerando a decisão do STF em desfavor dos Advogados devidamente qualificados pelas faculdades.

Tal fator é banalizar as condutas e se render ao pérfido, ao desleixo, ao erro, à comodidade satisfatória para poucos e empurrar para longe, com as duas mãos, a Constituição, à qual  todos se apegam.

Se isso não for hipocrisia, é o quê? O cidadão está protegido onde? Para onde estamos caminhando?

A balbúrdia chegou a tal ponto que as demais Instituições não podem ficar sem se manifestar, pois já foram atingidas por essa mazela e estão sofrendo os prejuízos junto com os Advogados sem habilitação.

“..... CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 54V, da Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994 - Estatuto da Advocacia e da OAB, tendo em vista o decidido na Proposição n. 2010.19.00669-01, RESOLVE:

Art. 1º O parágrafo único do art. 1º do Provimento n. 136/2009, que "Estabelece normas e diretrizes do Exame de Ordem", passa a vigorar com a seguinte redação:

"Art. 1º ... Parágrafo único. Ficam dispensados do Exame de Ordem os postulantes oriundos da Magistratura e do Ministério Público e os bacharéis alcançados pelo art. 7º da Resolução n. 02/1994, da Diretoria do Conselho Federal da OAB."

Art. 2º Este Provimento entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário...”

Quem está ditando regras é a autarquia, através de provimento, enquanto exerce atividade no âmbito público e privado.

As Demais Instituições devem fazer reverência e pedir se podem atuar enquanto estão empossados ou quando quiserem deixar de estar.

As Instituições alcançadas pelo provimento acima e as não alcançadas sobrevivem de sua própria desenvoltura intelectual, não precisam de nenhuma reserva todos os anos para se manter e manter um exército de Formados jogados no limpo como estão os Advogados sem habilitação. No entanto, algumas precisam interpor agravo para conseguir o jus postulandi.

O nosso país precisa ser altamente remediado com doses altíssimas de penas e indenizações. Tire a liberdade e os valores e a pessoa se regenera antes do prazo.

Vemos que a briga se expandiu dos Bacharéis para as Instituições, sendo crítica, e pondo em colapso todo um sistema. Vemos que o advogado não é e nunca será imprescindível à administração da justiça, pois é da verdadeira Justiça que estamos no encalço. É em razão da Justiça que se faz a ocasião para lapidar o sistema através de qual instituição for, seja autarquia, privada, independente, superior.... É por meio da Justiça que se estabelece um basta e prova-se, antes tarde do que nunca, que esse paradigma está completamente fora do contexto atual.

Muitos já enxergaram isso e estão fazendo de tudo para piorar. Quando virá uma postura adequada e legítima a solucionar um fato explícito a todos?

Desde quando uma autarquia tem competência para legislar e receber quantia significativa da sociedade!?!?!?

Estão transformando o país em um local apropriado a  subordinar garantia de vantagens ilícitas ao tentarem simular outra situação com explanações vagas e imprecisas sem qualquer atitude plausível para remediar os danos causados, os prejuízos,  induzindo o cidadão novamente ao erro, ao equívoco com a espera e falsas promessas sem nenhuma atitude que justifique o voto.

Restaurar a situação acima, crítica, é um fato; manter a situação restaurada, é outro. Tudo vem calcado em uma cultura política arcaica, individualista e retrógrada, desde o descobrimento. A mente dos políticos segregou o Brasil como colônia e não mudou essa idéia. Seria cômico observar a aparição de um político com um discurso sem propostas que resolva a celeuma se não fosse trágico o tratamento dado à sociedade, a deficiência do Estado em suprir as necessidades primárias como a educação, transporte, saúde, etc., caóticos. Tratam o cidadão com desdém e sobrepõem à condição superior mantendo as constantes  operações mal sucedidas como se fosse um meio a estancar o problema, e que vem desmascarando a realidade, pois é  um escape para inibir um método que não mais engana.

Quem insistir em continuar sendo o crápula perfeito de Shakespeare certamente cairá. A oposição real da situação está se projetando em ondas gigantescas arrastando ao precipício todo aquele com vocação imensa para interpretação e sedução à mesmice, ao mundo dos micróbios, que é induzir os demais a viver em um mundinho onde para uns é lucrativo e para a maioria é penoso. A perfídia está clara. A farsa acabou.

Portanto, não prezem de um mandato para se vangloriar, é um dever. Não é uma caixa preta.

Há muitos anos que não se trata mais de hierarquia, nem de poder, aquisição, imagem e enriquecimento às custa da miséria.

Vemos que  é obrigação, atribuição, é imposição para os que detêm o hábito de índole e quer Justiça; é para aqueles que enfrentam sem medo e realmente fazem a diferença, porque nasceram com um inevitável desejo de novação e embate; para os que se destacam pelo que fazem, naturalmente, sem querer nada em troca, quando se opõem a este lamentável  e incabível quadro; quando fazem implantar um novo estatuto moral para se instalar e se fazer representar satisfatoriamente se integrando ao sistema para buscar o que há de mais sagrado, o respeito à dignidade da pessoa doa a quem doer.

Felizmente estamos nos direcionando e encontrando um novo seguimento social particularmente ativo que busca no meio em que vive, o melhor. São essas pessoas, as perspicazes fruto do desenvolvimento forçado, intimidado, suplantado por divergências inúteis sem prevenção e eficácia alguma que se deu esse “progresso”. Poderia ter sido muito melhor, se não fossem esses recursos desviados e atitudes sem intenção de solucionar os fatos. São essas, as pessoas, filhas desse altruísmo, que conversam com um clique, que vêm pondo um fim ao porta voz da bajulação, do interesse e da falta de punir os que se consideram o maioral por ocupar um cargo muito bem remunerado, com inúmeras vantagens e sem retorno social algum.

São essas pessoas que vão educar e demonstrar o quanto continua sendo somente um cargo e provar a quem for ocupá-lo que o faça com  valores. Quem for desprovido dessas qualidades, a quem faltar o menor senso que deve ter a quem sabe que deve cumprir uma missão e não a  fizer, certamente, terá não somente o mandato revogado, mas terão penas severas, pois será impossível se distanciar do impulso hábil da comunicação. Isso é um fato. O futuro está se direcionando para tal. Somente se manterá no mandato aqueles realmente nascidos sem a animosidade e indiferença,  a fim não causar dano a quem de direito.

Bem como ocorre em países desenvolvidos e unidos, as penas têm um sentido não apenas de reflexão, mas realmente de punição, como é o caso da prisão perpétua e a pena de morte a ocupantes de cargos que envolvam a administração direta ou indireta dos mesmos.

O bom desses lamentáveis episódios é saber que os cidadãos estão se mostrando irreversivelmente contra um esquema de corrupção, contra se deparar com o vil e o covarde, mas ser a prova de uma insatisfação em torno de uma administração falida imposta desde sempre e, que, agora, perde o rumo e não tem como fim  o pressuposto de que o país iria se tornar, mas já está se tornando ampla e evidentemente apto a extinguir, aos olhos dos que faziam predominar desde a sua colonização, a famosa  política de retirada, de oligarquia, omissão, opressão e, certamente  que levava a maioria dos cidadão a ficar sem amparo  para quem com ele contribui à vida inteira. Estamos passando por uma fase de construção e o planejamento deve ser estável, seguro já que as considerações não ocorrem em lamentos, mas em ações.

É necessário haver menos conversa fútil e mais agilidade, mais desprendimento, mais punição a quem ocupar cargos que executem  tanto o serviço público quanto o privado desde o cartorário até à corte que julga os malfeitores.

Por causa dessa lentidão embrionária e o ainda anuir em conceitos pífios, alguns incentivam um círculo vicioso ocorrido até então em um lado da moeda, porque o outro cresceu e  encontra-se em um perfil onde o crime não compensa e são a maioria.

Passar a certeza de que é viável e fácil se enriquecer pelo meio mais torpe do que executar um trabalho que realmente valha a pena não combina com o perfil da geração atual e das que estão  vindo. O contrário é instigar e predominar a consideração de uma atuação viciada. É evitar a erradicação do que errou e corrigi-lo. É continuar criando não apenas um círculo, mas um circo onde os responsáveis não percebem que estão sendo o palhaço. É continuar privilegiando o marginalizado que em nada passou por necessidades na vida e foi ser político porque nasceu com uma versão antiquada, e se imagina esperto porque os pais saíram pela porta da frente.

Hoje, os valores não estão invertidos. O famoso jeitinho acabou há muito tempo. Quem não perceber isso, pode se considerar um mau político. São por esses e por outros jeitinhos que o falso político e a  advocacia estão com os dias contados.

* Valéria Rodrigues é bacharel em Direito.

 

Nós temos



Visitantes desde 24/10/2011:

001537735
Hoje:
No mês:
Total:
1081
20877
1537735