Mensagem 04 de 2013 - Brasil de branco...


Prezados(as) MNBDistas:

 

Ainda estamos sem noticias que possamos divulgar, pois nosso trabalho ainda segue nos bastidores e sigo me preparando para me mudar para Brasília, para poder me dedicar com mais tempo em nossa luta contra o estelionatário exame da OAB.

-_-_-_-__bandeira_MNBD_-_190_para_vandalosNosso site oficial ainda está avariado... Peço desculpas aos colegas, mas não encontramos um colega que conheça o programa Joomla! e ainda não conseguimos acertar o site da forma que precisamos. Mas é questão de tempo. O site ainda é um meio fundamental de comunicação com os colegas, assim como o Orkut, o Facebook e nossas comunidades virtuais.

O que se comenta nestes dias são as manifestações pelo Brasil.

Depois de um inicio claramente político e manipulado, as manifestações foram tomadas pelo povo, que além de deixar claro que não estava protestando em nome de partidos, grupos, entidades, etc, começou a levar para as ruas as questão que nos atingem como um todo: corrupção, inflação, educação, saúde, segurança pública, transportes (não só os 0,20 centavos...), a PEC 37, os gastos com eventos, enfim, o que nos vitimiza como sociedade.

-_-_-_-__bandeira_MNBD_-_contra_PEC_37Com a chegada do povo nas ruas e o protesto contra as mazelas nacionais, o MNBD/OABB mudou de posição e passamos a apoiar que a questão “exame estelionatário da OAB” fosse acrescentada, pois afinal, acadêmico e bacharel em Direito é um cidadão e além de tudo o que a sociedade sofre, ainda somos vítimas da OAB e seu manipulado exame.

O artigo (abaixo e em nosso site oficial com fotos) é uma manifestação pública do MNBD/OABB que mandaremos às redações para que a sociedade saiba de nossa posição.

-_-_-_-__bandeira_MNBD_-_contra_exame_OABEm breve estarei em Brasília, onde teremos as questões envolvendo o fim do exame da OAB colocadas desde o inicio do ano para ser esclarecidas, como a proposta do Ministro Gilmar Mendes, a do Deputado Eduardo Cunha, a posição do Deputado Fábio Trad, o andamento das indecorosas propostas da OAB junto ao MEC.

Saudações MNBDistas!!!

 

O BRASIL DE BRANCO PEDE MUDANÇAS...

 

*Reynaldo Arantes

 

O dia 17 de junho de 2013 vai ficar marcado na história deste país, assim como outras datas marcantes, como os comícios das Diretas Já em 1.984 e das manifestações dos Caras-Pintadas em 1.992.

Em 1.984 eu estava na Praça da Sé em São Paulo, ouvindo discursos de Mario Covas, Fernando Henrique, Leonel Brizola, Tancredo Neves, ouvindo o hino nacional com Fafá de Belém e o nome mais importante naqueles dias era o do Deputado Dante de Oliveira e sua Emenda Constitucional por eleições diretas para presidente do Brasil...

O País queria poder votar e eleger seu presidente. As manifestações mudaram o Brasil e 5 anos depois haveria eleições diretas...

Eu acompanhei as manifestações como correspondente da Rádio Brasil de Santa Bárbara D’Oeste para o programa Flavio Barbosa. Fiquei preso dentro da Faculdade do Largo de São Francisco quando o Batalhão de Choque da PM lançava bombas de gás lacrimogêneo na entrada e por cima do portal de entrada...

Em 1.992, estava em Foz do Iguaçu e acompanhei manifestações de jovens com as caras pintadas de verde e amarelo pedindo o impeachment do Presidente Collor depois da convocação feita pela rede Globo.

Um clima de “Big Brother” divulgava dia a dia falcatruas de integrantes do Governo Collor e o Brasil queria uma cabeça. Collor foi destituído.

Acompanhei tudo como jornalista pela Radio Foz e pelo Jornal “Tríplice Fronteira”.

20 anos se passaram... Dia 13 de junho, uma quinta feira, eu estava novamente no meio de uma manifestação marcante.

Estava na casa de minha cunhada, minha sobrinha e meu sobrinho neto, cujo apartamento é exatamente na frente da Faculdade Mackenzie, na famosa rua paulistana “Maria Antônia”. Famosa porque foi palco de pancadaria em 1.968 entre estudantes e a polícia política da época...

Do 7º andar acompanhei as idas e vindas ao vivo, a movimentação da polícia, o sobrevoar dos helicópteros e a explosão das bombas de gás e dos coquetéis molotov. Como não estava trabalhando como jornalista, me mantive a distância, mas observando os detalhes da ação.

Não era ainda uma manifestação espontânea da sociedade. Viam-se inúmeras bandeiras de partidos radicais, uma maioria mascarada, com ativistas profissionais em sua maioria.

-_-_-_manifestao_-_policiais_na_Maria_AntoniaA ação da maioria PM foi de repressão, assim como a ação da maioria dos manifestantes foi de vandalismo e provocação. Posso afirmar isto porque andei pelas ruas cheias de PMs e vi a preocupação dos policiais com a segurança dos cidadãos que estavam de cara limpa.

Conversei com alguns policiais até por instinto jornalístico e eles me disseram que as ordens eram para acompanhar a manifestação e impedir vandalismo a qualquer custo.

Como jornalista posso falar de um erro primário de meus colegas no local: nenhum usava colete de identificação com a palavra IMPRENSA grande e visível... Daí muitos saírem feridos no local. Nesta noite o clima era de guerra civil e não de manifestação popular...

Veio o dia 17 de junho e houve uma mudança radical. O que começou com intenções políticas – o motivo nunca foi os 0,20 centavos – motivadas pela antecipação das eleições presidenciais de 2.014, modificou-se para uma massa heterogênea, diversificada, composta por jovens que não viveram nem as Diretas Já e nem o movimento dos Caras-Pintadas e cuja maioria nem tinha nascido ainda quando elas ocorreram.

No Rio de Janeiro 100 mil pessoas pararam a Cinelândia, em São Paulo 60 mil tomaram conta da Ponte da Àgua Espraiada, em Brasília 10 mil tomaram o teto do Congresso Nacional, assim como manifestações em inúmeras capitais. O diferencial foi que agora era o povo que estava nas ruas.

Os cartazes mostrados pela imprensa mostravam a diversidade do protesto: Contra a PEC 37 que tira o poder de investigação do Ministério Público, contra os gastos superfaturados dos estádios para a Copa do Mundo, a favor da redução da maioridade penal para 16 anos, pela qualidade dos hospitais (cartaz pedia padrão FIFA para os hospitais brasileiros), dos transportes públicos e da educação, contra a corrupção (esta doença mundial...), contra a inflação (que está voltando...) e principalmente, contra a violência em seu sentido mais amplo...

O Brasil foi para as ruas, avenidas e estradas... Infelizmente, os grupelhos que iniciaram as manifestações com violência, pichações e depredações se sentiu fortalecido com a chegada do povo. O caso do Rio de Janeiro foi emblemático: 100 mil nas ruas e cerca de 300 se desviam e depredam a Assembléia Legislativa (ALERJ) e partem para o confronto com a PM.

Em São Paulo no dia 18, 60 mil nas ruas e uma multidão de 10 a 15 mil vão para a Prefeitura Paulistana no Viaduto do Chá. Uns 20 baderneiros e vândalos, mascarados e encapuzados depredam a frente da Prefeitura, queimam o carro de reportagem da Tevê Record, outros grupelhos picham o Teatro Municipal, saqueiam lojas e levam de aparelhos de TV a jóias e relógios... A PM prende os vândalos e os ladrões. Dos vândalos que depredaram a prefeitura, o líder (um tal de Pierre R        amon) foi preso também.

Enquanto isto acontecia, o povo mesmo estava na Avenida Paulista, com seus cartazes e gritos de ordem, pacifica e ordeiramente protestando contra os mais variados males da sociedade nacional...

É com este povo, ordeiro e pacífico que quero me solidarizar... É com estes cidadãos que estão exercendo seu direito constitucional de se manifestar livremente que quero me congratular e apoiar.

-_-_-_Manifestao_no_Congresso_-_junho_2013Tocou-me profundamente uma informação passada pelo repórter Valteno de Oliveira da Tevê Bandeirantes sobre a manifestação no Congresso Nacional, que registrou que os manifestantes que desceram do teto do Congresso, ao passaram pelo gramado em frente da Casa de Leis para voltarem às suas casas, recolheram papéis, panfletos e faixas abandonadas para não ficar lixo para trás... Foi o maior exemplo de civilidade que vi e pena que teve pouco destaque na mídia nacional.

Muitos colegas me ligaram de vários pontos do Brasil, perguntando sobre nossa participação nestas manifestações. Fiquei inicialmente inseguro em incentivar os colegas a levarem para as ruas nossa luta contra o exame de ordem, pois visualizava o teor político das primeiras manifestações. Conversei com vários presidentes nos estados, todos acompanhando o clamor das ruas.

Mudamos de posição. Os vândalos e os ativistas políticos que iniciaram tudo passaram a ser uma minoria insignificante e identificada, a maioria é de cidadãos, de povo em seu sentido mais puro e a pluralidade das questões levadas às ruas nos incentivam a levar nossa luta contra o exame para o bojo das demais demandas.

O MNBD/OABB passa não só a apoiar, mas a pedir para os colegas irem às ruas pacificamente com cartazes, faixas ou panfletos mostrando a manipulação que a OAB faz com o exame, como pedindo apoio para tirar o exame da OAB e passar para o MEC.

Peço ainda para que cada colega que vá à rua se manifestar, que tire uma fotografia e coloque em seu facebook, no seu Orkut, no seu Instagran, tantos nas comunidades como em seus perfis pessoais.

As manifestações começaram a ser menores e espalhadas, ainda não sabemos quando elas irão acabar, se irão se modificar, se irão silenciar com a baixa das tarifas anunciadas ou como será o futuro destas manifestações.

O que sabemos é que o povo brasileiro, este gigante adormecido há mais de 20 anos acordou. Fundamental destacar que a mudança não está só nos que se manifestaram nas passeatas, mas sim, nos que silenciosamente acompanharam em suas casas, nos que ficaram horas e horas presos no trânsito, em carros, ônibus e trens, nos que acompanharam pelo noticiário da mídia em geral e que APOIAM integralmente as manifestações pacíficas e ordeiras e todas as causas que integram os protestos.

Um registro importante é que a maior manifestação até agora foi no Rio de Janeiro com 100 mil pessoas. Chamou a atenção da mídia mundial... A cada 4 meses, mais de 100 mil fazem o estelionatário exame da OAB, muitos já sabem que o exame é manipulado e que ao final, só 10 a 15% serão aprovados e ainda não conseguimos a atenção da grande mídia...

Gostei muito de ver que a maioria dos manifestantes está indo para as ruas vestindo branco. Branco é a cor que mistura todas as cores, sendo, portanto a cor que define os protestos de forma mais completa, pois todos os desmandos, todas as irregularidades, todas as “maldades” feitas contra o povo estão sendo atacadas.

-_-_-_-_manfestao_nas_ruas_02Bacharel em Direito também faz parte do povo, em sua maioria também é civilizado, educado e ordeiro. Somos vítimas de tudo que está sendo mostrado nas manifestações e particularmente, vitimas das manipulações da OAB, portanto nada mais justo que nos integrarmos com a massa popular nas ruas, levando as cores de nossa luta para as ruas, ajudando a fazer um branco perfeito, pois branco também é sinônimo de luz e nada como a luz para clarear os caminhos e nos ajudar a fazer um futuro melhor, fazer um Brasil cada vez melhor...

 

*Reynaldo Arantes é jornalista, radialista, bacharel em Direito e Presidente Nacional do MNBD/OABB.

 

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